terça-feira, 16 de março de 2010

Na saúde, tal como na vida, o facciosismo não é bom conselheiro

"não me interessa o passado; só me interessa o presente na medida que me pode ser útil para construir o futuro"
Professor Agostinho da Silva, à antiga RDP em 23Abril1991, 09H30



Racionalidade e tolerância são o sal q.b. para se viver mais e melhor.
Sempre fui contra atitudes e comportamentos fundamentalistas e considero que ser-se faccioso é extremamente negativo, quiçá destruidor e anti-vida. Pior quando se incute tais "valores" em terceiros.

A propósito do ser-se tolerante consigo mesmo, trago aqui uma história que li sensivelmente há uma década atrás em Saber Viver, Revista Unibanco nº 41, Ano II, Dez90 a Fev91, da autoria de J. Gorjão Clara, médico especialista de medicina interna e cardiologia.
«num jantar de encerramento de um congresso de cardiologia, um dos mais distintos mestres comia tranquilamente um grosso naco de carne coberto de molho de natas com cogumelos. Defronte sentava-se um dos defensores intransigentes da dieta como método seguro de preservar a saúde das artérias e que o interpelou com ar despeitado "Então Senhor Professor, depois de um suculento prato de peixe, ainda se atreve a comer esse enorme bife carregado de colestreol?"
O Mestre interrompeu o jantar, cravou no seu interlecutor um olhar irónico e, divertido, respondeu-lhe: "Ah, o meu amigo está a comer colesterol? Como lamento ... eu estou a saborear um excelente filet mignot!"

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